Hoje pela manhã eu estava pensando sobre como as pessoas estão se tornando cada vez mais mal educadas, em todos os lugares e setores e sobre como as pessoas têm usado cada vez mais de aspereza e má criação. Desde a atendente da padaria da esquina até o chefe, dá pra notar que mesmo falando de maneira polida, não existe a cordialidade. A atendente bufa quando você pede algo que exija um movimento maior do que digitar no teclado ou lhe dar o troco, o chefe por sua vez desliga o telefone enquanto você ainda está se despedindo. Talvez a atendente estivesse de TPM e o chefe com pressa, então deixei passar batido a falta de educação e cordialidade, e tentei ser mais sucinta com as apresentações e despedidas.
Foi então que reparei que quanto menos eu falava educadamente com meu chefe mais rápido ele desligava, independentemente de eu estar usando a polidez total da fala que sempre uso com ele, ou sendo mais sucinta, ele desligava da mesma forma. Então eu recordei-me daquela história do homem que sempre ia comprar o jornal na banca do vendedor mal humorado e não se deixava contaminar pelo mau humor do sujeito. Daquele momento em diante eu resolvi que não ia me deixar contaminar pela falta de vontade da atendente e nem pela rispidez e má educação do meu chefe. De hoje em diante vou agir com as pessoas como se age com um cão quando se quer adestrá-lo. Ignorando as más atitudes e super recompensando as boas. Assim as pessoas que são educadas percebem o valor daquilo que estão fazendo e não ficam sentindo-se idiotas nem antiquadas, e as más educadas são simplesmente ignoradas.